www.distintivos.com.br Luiz fernando Bindi
Lembro como se fosse hoje, toda aquela expectativa, um mixto de angustia e ansiedade que pairava no ar destas terras tropicais.
O longinquo ano de 1970, era o ano de nossa ultima glória, da maior equipe de futebol já vista assistida e admirada. Entretanto a seleção canarinho desde então viveu frustrações e tristezas nas cinco copas seguintes.
Perdemos jogando bem,perdemos jogando mal, perdemos por acontecimentos estranhos por falta de sorte e até desprezo ao adversário.
Mas nosso momento tinha chegado, aquele domingo ensolarado de inverno reluzia esta certeza, após batalhas vencidas contra russos,camaroneses,suécos,americanos,holandeses e novamente suécos, a batalha final seria frente aos italianos, coadjuvantes de nossa maior conquista (1970) e intrusos causadores de nossa maior desilusão (1982).
Em campo seleções pragmáticas, preocupadas primeiramente em se defender, porém ambas ostentavam em sua linha de frente jogadores extraordinários, do nosso lado o baixinho Romário o responsavel pelo inesperado pelo momento genioso e genial e principalmente pela confiança adquirida através de suas atuações perfeitas e gols decisivos.
Os italianos contavam com o maior jogador do mundo da atualidade, Roberto Baggio, um jogador de uma classe e categoria mágica, responsavel direto pela presença Azzura na final do Rose Ball.
Somente um iria sorrir ao final da partida, somente uma nação iria ter a honra de ostentar em seu manto a estrela da conquista de um tetracampeonato.
Após 180 minutos jogados,disputados e arrastados debaixo de um calor infernal, eis que os pênaltis dão o ar de sua graça em uma decisão de Copa do Mundo.
Os batedores teriam a responsabilidade pela sua imortalidade ou desgraça, e os deuses do futebol observando este momento, mais uma vez nos surprenderiam, o capitão Baresi lenda italiana do Milan e do futebol foi o escolhido para abrir os trabalhos, e eis que o imponente zagueiro lançou a esfera as nuvens, Marcio Santos tratou de solidarizar com o italiano e consagrar o arqueiro Pagliuca com uma defesa.
Após a batida consciente de Albertini foi Romário nossa maior estrela nosso craque nossa esperança a cobrar o penal,ele correu para bola goleiro de um lado, bola na trave e gol do Brasil!! o baixinho tinha cumprido seu papel e a nação comemorava com o coração nas mãos a igualdade no placar, placar que voltou a se modificar com a bomba de Evani. Mas Branco com sua bomba santa das quartas de final, colocou com extrema categoria no canto do goleiro.
2 a 2, e o momento de nosso outro herói chegava, Taffarel confiava e se concentrava em Massaro com a certeza no pensamento e na ação, e assim foi com uma defesa expetacular manteve o placar inalterado.
Nosso capitão Dunga foi para bola e com uma responsabilidade e consciecia nos colocava a frente do placar 3 a 2, porém o craque italiano maior responsavel pela presença italiana Baggio caminhou até a marca da cal e encarando o goleiro Taffarel demostrou confiança naquele impate.
Impate que jamais se concretizou, pois Baggio mandou a bola para os céus, e alegria brasileira também, aquele grito engasgado na garganta finalmente era repelido o nosso orgulho era renovado eramos campeões mundiais depois de longos 24 anos, eramos novamente os donos do planeta bola, eramos a primeira seleção tetracampeã de futebol.
É amigos a taça do mundo voltava para o Brasil, para o País do futebol arte, nação de Pelé,Garrincha e Romário nossos maiores troféus.
Tudo é festa tudo é tetra!!!